Dezembro 2016
Incrível como passados tantos meses,
passadas tantas zangas e discussões, tanto tempo contigo, a minha vontade de te
ver, de te ouvir, de te tocar ainda tenha a mesma intensidade.
É de facto fascinante, embora
assustador, que o teu toque ainda me provoque arrepios, nervosismo e ao mesmo
tempo ainda me acalme mais que qualquer outra coisa.
Ainda me lembro da forma divertida e
provocante que nos conhecemos, ainda me lembro das trocas de olhares constantes
e regulares que existiam e permanecem entre nós. Lembro-me também das primeiras
frases ditas, as primeiras palavras trocadas, lembro-me perfeitamente do quão
surpreendida fiquei no momento em que comecei realmente a conhecer-te.
Parecias-me superficial, já to tinha dito, a verdade é que á medida que
permitias que te conhecesse e à medida que me deixavas entrar na tua vida, mais
eu queria fazê-lo, mais eu tentava fazê-lo. Talvez tenha sido isto que nos
permitiu chegar até aqui, o apoio mútuo que fomos encontrando um no outro e a
confiança que conquistámos fez com que me conhecesses melhor que a maior parte
das pessoas e criasse esta vontade que existe em mim de procurar um refugio e
conforto na tua pessoa.
Entendo que ninguém compreenda o que
vejo em ti e o porquê de ninguém compreender a importância e o impacto que tens
na minha vida, porque não te conhecem como eu. Ninguém acredita em ti e nas tuas
capacidades como eu e digo-te tal e qual um dia me disseste que podes ter
muitas raparigas que nenhuma será o teu porto de abrigo, o teu refugio, o teu
apoio como eu!
Volto sempre para ti e tu encontras
sempre o caminho de volta para mim, confesso que me conforta ter noção disto,
mas acredita que tudo o que eu queria é que ficasses, ficássemos somente um com
o outro sem idas e voltas, apenas ficasses e não me deixasses ir, nunca mais.
Sei que para sempre, não é possível, mas peço-te que me dês uma pequena eternidade
baseada numa amizade sólida e consistente que evoluiu para muito mais que isso.
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