quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Eternidade


Dezembro 2016
Incrível como passados tantos meses, passadas tantas zangas e discussões, tanto tempo contigo, a minha vontade de te ver, de te ouvir, de te tocar ainda tenha a mesma intensidade.
É de facto fascinante, embora assustador, que o teu toque ainda me provoque arrepios, nervosismo e ao mesmo tempo ainda me acalme mais que qualquer outra coisa.
Ainda me lembro da forma divertida e provocante que nos conhecemos, ainda me lembro das trocas de olhares constantes e regulares que existiam e permanecem entre nós. Lembro-me também das primeiras frases ditas, as primeiras palavras trocadas, lembro-me perfeitamente do quão surpreendida fiquei no momento em que comecei realmente a conhecer-te. Parecias-me superficial, já to tinha dito, a verdade é que á medida que permitias que te conhecesse e à medida que me deixavas entrar na tua vida, mais eu queria fazê-lo, mais eu tentava fazê-lo. Talvez tenha sido isto que nos permitiu chegar até aqui, o apoio mútuo que fomos encontrando um no outro e a confiança que conquistámos fez com que me conhecesses melhor que a maior parte das pessoas e criasse esta vontade que existe em mim de procurar um refugio e conforto na tua pessoa.
Entendo que ninguém compreenda o que vejo em ti e o porquê de ninguém compreender a importância e o impacto que tens na minha vida, porque não te conhecem como eu. Ninguém acredita em ti e nas tuas capacidades como eu e digo-te tal e qual um dia me disseste que podes ter muitas raparigas que nenhuma será o teu porto de abrigo, o teu refugio, o teu apoio como eu!

Volto sempre para ti e tu encontras sempre o caminho de volta para mim, confesso que me conforta ter noção disto, mas acredita que tudo o que eu queria é que ficasses, ficássemos somente um com o outro sem idas e voltas, apenas ficasses e não me deixasses ir, nunca mais. Sei que para sempre, não é possível, mas peço-te que me dês uma pequena eternidade baseada numa amizade sólida e consistente que evoluiu para muito mais que isso.

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