(Explica-me como tens essa capacidade de mexer com o universo e dares-me alento para continuar com algo que todos dizem para mandar embora? Sei bem que és tu e alteras a maneira como olho para as coisas e como as vivo. Se contar, ninguém acredita. Vão dizer que sou doida. Obrigada por estares sempre presente desde que chamei por ti.)
Lembro-me vagamente de ter conhecimento do teu último dia, aqui entre nós. Fizeste-a sentir bem quando estava nos seus dias não. Já entendeste a capacidade que tens de melhorar a vida de todos? Deste uma despedida. Um para sempre com os dias contados. Não era suposto ela despedir-se do melhor que tem.
Será que pressentiste a tua ida sem volta? Interrogo-me à cerca do que sentiste e do que pensaste. Tinhas de ir. A tua missão, com a tua presença física, estava concluída. Apesar de não ser compreensível para quem fica aqui sem ti.
A tarde mais obscura de toda uma vida. Em que tudo parecia correr bem. Estamos aqui e choramos por quem não nos merece e depois temos perdas como a tua que nos marcam até ao final da vida.
Alguém irá ter de dizer que, sinceramente não posso ser boa desta minha cabeça. Sem qualquer ligação contigo, agora sinto-te comigo a cada passo que dou. É talvez uma das minhas missões ter-te aqui e manter-te viva da maneira que puder.
Não sei o que se passa na cabeça nem no coração da tua mamã. Mas peço-te que lhe dês forças para ela continuar a iluminar a nossa vida e para que consiga prosseguir, sem estares lá para a acordar todas as manhãs. Não é correto ter ficado sem ti. Sem a menina dos seus olhos. Daria tudo para voltares. Mas sei que temos um dia marcado para todos nos reencontrarmos, num mundo melhor que este.
Continua a dar sinais de ti Boneca!
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Da tua irmã, não de sangue...mas para sempre tua!
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