Vi um dos filmes mais tristes que poderia ter visto. Choraram todos e eu nem uma lágrima verti.
Já tinham passado umas 5 horas desde que ali cheguei. Bastaram 30 segundos. Encostei a minha cabeça no teu colo à procura de um abrigo, e sem pensar em nada...chorei. Chorei calada, sem que o mundo sequer entendesse, o que nem eu entendia o que estava a sentir!
Sinceramente, só me apetecia desatar a chorar bem lá do fundo. O mundo desabava e voltava a reconstruir-se quando eu decidisse parar. Era mais fácil assim.
Saí dali na esperança de que ninguém desse conta da minha ausência e em poucos segundos, foste ao meu encontro e protegeste-me no teu abraço.
Provavelmente se alguém me ouvir, vai certamente dizer-me que estou louca. Choro sem saber porquê...Alguma razão terá, mas nem eu mesma entendi ainda. Tento pensar como te sentes e o que vai na tua cabeça e assim fico, sem saber ou a sentir tudo desta forma.
O silêncio acaba por fazer o favor de comunicar por nós. Acabo por acreditar que nos entendemos melhor assim, apesar das 1001 perguntas que tenho para te fazer. Aos meus olhos parece-me que tudo entendes, sem proferir sequer uma palavra.
Temos muito que explorar e quero que estejas presente nos momentos mais marcantes ou até mesmo só para bebermos um café sem açúcar, numa esplanada onde o sol bate e eu vou certamente dizer que é Ela que nos está a fazer companhia!
Não irei esquecer-me de levar-te aquele chocolate com menta, que eu não suporto e tu tanto adoras...
Que a sintas em cada abraço apertado ...
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