Olá primeiro ataque de ansiedade. Não quis dar-te nenhuma importância porque estava tanta coisa importante acima de ti. Entrei na loja e senti um misto de emoções. Senti que o mundo tinha parado ali e ao mesmo tempo continuava a toda a velocidade. Comecei a pensar que o que estava a fazer era inútil e mais valia desistir. Senti que queria morrer. E não quero saber se isto parece mal, mas foi o que senti. Comecei a andar sem saber para onde e sentia-me desnorteada. Fui parar ao corredor onde não passava ninguém, porque ali parecia que estavam as coisas mais inúteis e ninguém queria saber delas. Estava a sentir-me no sitio certo e ao mesmo tempo só queria sair dali. Vi-a todos a passarem à minha volta, mas não via ninguém. Lembro-me que andei de corredor em corredor porque não sabia o que queria. Quando parei no tal corredor, sentia-me suada por todos os cantos do meu corpo e eu só trazia uma leve camisola, olhei à volta e parecia que tinha uma barreira à minha frente que não me deixava percorrer o caminho até à saída. Por momento pensei que não conseguisse sair dali. Não tinha a minha mala e ressaquei da minha garrafa de água e das gotas mágicas, é assim que lhes chamo. Senti que me estavam a sufocar com uma corda e os pensamentos que tinham eram tão repentinos e sinceramente, só pensei em desligar a máquina, pensei que a minha vida não valia nada e que já não tinha força para continuar...só engolia em seco por cada pensamento que ali me invadia a mente...senti que queria desistir de tudo. Senti que aqui dentro o sistema tinha parado. Senti que não iria nunca conseguir sair dali. Estava a pingar suor por todos os lado e a seguir, chorei por breves momentos e nem sabia como controlar. Fui parar ao corredor das velas e o telefone toca. Era a minha mãe, fez-me voltar ao normal em poucos segundos mas estranhou a minha voz que eu sinceramente nem conseguia ouvir. Senti tanta coisa e ao mesmo tempo não senti nada.
Ontem, contei isto ao Sérgio. Mas fingi não me aperceber do que tinha sentido...ele riu-se e perguntou-me se eu sabia o que tinha sido isto. E eu respondi "é parvoíce".
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