No meio do silêncio perco-me vagamente nos meus pensamentos e lembro-me.
Lembro-me de nós. Lembro-me de ti. Lembro-me das noites escuras mas brilhantes, onde só existia o teu brilho e o meu. Eu brilhava porque te tinha comigo. Tu brilhavas porque te fazia sorrir. Sorrias como se fosse a primeira vez. Eu fazia-o como se fosse a última.
Lembro-me também das palavras que me dizias quando a saudade se avistava.
Lembro-me das promessas que fazíamos. Dos segredos que guardávamos.
Lembro-me de te amar com certezas e inseguranças. Inseguranças que me fragilizavam a cada segundo que te afastavas. Que te ias. Que te libertavas. Certezas essas que me prendiam a ti e a nós. Me prendiam a esta frágil e inconstante amizade.
Lembro-me de quando lutávamos.
Serão lembranças ou ainda luto, ainda te amo?
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