Não sei bem o porquê de estar a escrever-te. Escrevo-te tantas vezes. Escrevo-te enquanto penso em nós e me caem lágrimas pelo rosto. Penso nos momentos que passámos, nas conversas que tivemos. Penso no que fizemos, no que deixámos por fazer e escrevo.
Hoje vi-te e automaticamente sorri. Reparei em cada pormenor, em cada traço, em cada movimento teu. Sabes o quão observadora sou.
Aposto que viste o quanto sorria enquanto falavas. Falavas e eu ouvia-te atentamente. Captava cada palavra que dizias para que quando a saudade apertasse me lembrasse do conforto que é ouvir a tua voz.
Dei-me conta do quanto ausente tens estado. Prometi a mim mesma que não iria permitir que isto acontecesse mais vez nenhuma. Porque depois de tudo, eu percebi. Percebi que é ao teu lado que quero estar. Nos bons e maus momentos. O tempo que me permitires estar. Estarei lá, como estive um dia.
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