segunda-feira, 30 de abril de 2018

"Quem pensas que és? Chegaste sem pedir, desarrumaste isso e fugiste sem qualquer explicação, ou talvez a tenhas.

17 de Março de 2017. Não me apetecia sair de casa, lá fui eu trabalhar e hoje fui acompanhada. Meti a roupa mais confortável. Não me maquilhei e nem arranjei o cabelo. Era sexta-feira e estava complemente a marimbar-me para quem me aparecesse à frente naquele dia.

Apareceste na minha zona de conforto, sem mais nem menos. Parecia que tinhas visto Deus, abriste os olhos como um bebé que vê a luz do dia pela primeira vez. Quase que o contacto físico tinha de existir para acreditares que eu estava mesmo ali, que era real e estava pronta para sorrir-te sempre viesses ao meu encontro. E até ao dia de hoje, isso aconteceu.

Perdeste-te nos meus olhos. Não conseguias desviar o olhar e mal dizias coisa com coisa. Eu no meio disto só conseguia rir-me. Pensei para mim, que sinceramente esta situação só nos acontece uma vez na vida. Amor à primeira vista, será? Realmente aconteceu e nenhum de nós deu importância.

Perguntaste-me o nome e logo no minuto a seguir te fugiu do pensamento. Os nervos estavam a falar mais alto, mas o teu sorriso não desaparecia.

Fixei-te e quando viraste costas esqueci-me de todos os teus traços. Fiquei a noite toda a admirar esse épico acontecimento, de onde eras e o que tinhas na cabeça quando me viste.

Conseguiste chegar até mim muito rapidamente. Convidaste-me logo para jantarmos.

Iniciou-se uma nova semana e acabei por tentar fugir do teu encontro, não sabendo muito bem a razão. Lá conseguiste chegar novamente.



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