terça-feira, 12 de junho de 2018

30.04.2018

Precisava-te e não sabia. Andava perdida a encher-me de pessoas vazias.
Foste para longe 2 dias que te pareceram a eternidade porque eu não estava. Chegaste e disparaste a contar cada pormenor. Ouvi-te com toda a atenção.
Pertenço-te de uma ou de outra maneira. O mundo em meu redor apaga só para te receber por completo.
Ligas a pequenos pormenores que antigamente costumava tomar atenção. Acho engraçado. Hoje em dia, estou mais fria. Sem me aperceber até. Tento dar-te o meu melhor...mas estarei sempre um passo à frente, com um pé atrás. Em equilíbrio.

"Homens há muitos...Amor é que há pouco" disse-me uma senhora numa viagem que fiz. Como se precisasse de o ouvir para acreditar. Esta frase não me sai da cabeça. Mal sabia eu, o que estava para vir.

Não esperava a tua chegada. Muito menos tão rápida e em modo de salvação, sem saberes. Porque da noite para o dia o mundo desabou...tu apareceste no dia seguinte e pegaste em tudo, para eu não cair com ele. Obrigada? Não chega , nem sequer expressa o que sinto pela tua chegada.

Sabes no que reparei? A nossa geração quer viver tudo demasiado rápido. Porque hoje conhecem-se, amanhã vão para a cama e depois de amanhã já são o amor da vida de alguém. Mas que piada é que isso tem ?

Agradecida por não ser rotulada. Porque estás presente à poucos dias para conseguires encaixar vinte e um anos nos teus restantes e dizeres ao mundo que sou o amor da tua vida quando nem sabes metade de mim.

Obrigada por me fazeres apreciar cada momento, por muito simples que seja. Por me fazeres querer sempre mais e melhor. Porque o mundo pode estar a desabar e vives como não se estivesse a passar nada. Transformas o mal do mundo em simples defeitos que ultrapassamos com uma facilidade inimaginável.

Contigo o silêncio não condiz, precisamos de estar em contacto porque se não estivermos...algo não está bem. 



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